Harry Top


Hoje estreia em todo mundo a primeira parte do capítulo final da série Harry Potter, e muitos cinéfilos aproveitaram para rever os seis filmes já lançados antes de assistirem a Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1. Essa revisão sempre leva o espectador a relembrar detalhes importantes da trama da saga (essa, sim, uma saga) e a rever os queridos personagens e sua evolução (bem como a de seus intérpretes), mas também o faz reavaliar seus favoritos entre os filmes. E eis aqui a minha ordem de preferência:


#6 | Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer's Stone), 2001
O primeiro filme da série apresentava, apropriadamente, o universo mágico de Harry Potter a partir de um olhar mais infantil, ingênuo, e com um deslumbramento genuíno em relação a esse novo mundo a que os personagens (e também o público) foram apresentados. No entanto, falhava em não conseguir articular muito bem a história, que padecia sob um ritmo episódico. A direção de arte era primorosa ao criar os fascinantes ambientes, objetos e criaturas, mas era pouco ajudada pelos falhos efeitos visuais. Fomos apresentados a um elenco adulto extraordinário, para dizer o mínimo, e a ótimos jovens atores que deram vida (e a sua vida, pode-se dizer) aos célebres personagens. Além de tudo, John Williams entregou mais um tema envolvente e inesquecível. Cotação: 6/10


#5 | Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire), 2005
Mike Newell assumiu a direção desse quarto capítulo da franquia, mas fez um trabalho sem muita personalidade, algo ainda mais contrastante se comparado ao ótimo resultado visual que o mexicano Alfonso Cuarón conseguiu no filme anterior. Mas talvez o maior problema aqui tenha sido a história pouco interessante, que além de tudo foi mal trabalhada pelo roteiro. Se por um lado acompanhava e analisava com certa propriedade a fase adolescente dos personagens, por outro não conseguiu tornar cativantes ou dar algum sentido maior aos demais eventos. A fotografia foi um ponto alto, conseguindo imprimir um tom depressivo adequado em vários momentos. Cotação: 6/10


#4 | Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Ordem of the Phoenix), 2007
Único da série que não contou com roteiro de Steve Kloves, este quinto capítulo também marcou a entrada de David Yates na franquia, o qual acabou assumindo a direção de todos os outros três filmes. Realizando um bom trabalho em explorar o contínuo tom de perigo e urgência iniciado no terceiro filme, o diretor também conseguiu dar bastante destaque aos dramas enfrentados pelo protagonista, mas falhou no uso dos efeitos visuais, que se mostraram por vezes inconsistentes — algo inadmissível numa série que alcançou a perfeição nesse aspecto já em seu segundo filme. Cotação: 7/10


#3 | Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban), 2004
Considerado por muitos o melhor da série, O Prisioneiro de Azkaban certamente deve muito disso ao cineasta mexicano Alfonso Cuarón, que imprimiu ao filme um tom sombrio e trágico, o que, por isso mesmo, representou um amadurecimento em relação aos episódios anteriores. A fotografia densa reservava às cenas a menor luminosidade possível, e os movimentos de câmera eram realmente fascinantes. Mas nem todo esse rebuscamento visual foi capaz de relevar as graves falhas no roteiro, que se rendia a piadas bobas e a clichês primários, além de não apresentar grande avanço no desenvolvimento dos personagens. Cotação: 7/10


#2 | Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince), 2009
Yates realizou um trabalho excepcional de direção nesse penúltimo capítulo, transformando esse no mais triste, tenso e angustiante filme da saga. Montagem excelente, fotografia primorosa, e as melhores atuações em toda a série — destaque óbvio para Michael Gambon, mas também Tom Felton e Daniel Radcliffe. Cotação: 8/10


#1 | Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets), 2002
Embora não tenha arrebatado com o primeiro filme, Chris Columbus conseguiu um resultado espetacular em A Câmara Secreta. Não apenas a trama mais interessante e bem articulada da série, esse segundo capítulo encantou com sua direção de arte absolutamente detalhada e com efeitos visuais que representaram um avanço imenso em relação ao filme anterior (trazendo a partida de quadribol mais excitante dentre todos os filmes). Cotação: 9/10

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