LOS ANGELES - Um dos produtores do filme "Guerra ao terror"' não poderá assistir à entrega do Oscar no domingo por ter violado as regras da premiação, que proíbem enviar correspondência ou mensagens eletrônicas para obter apoio a um filme ou desqualificar outros.

As autoridades encarregadas da entrega dos prêmios informaram na terça-feira que, caso "Guerra ao terror'' termine sendo vencedor do Oscar de melhor filme, o produtor Nicolas Chartier só poderá receber sua estatueta em outra data.

O comitê executivo da área de produtores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas impôs a sanção contra Chartier.

O produtor enviou mensagens por e-mail no dia 19 de fevereiro a alguns dos integrantes da academia, pedindo-lhes seu apoio para ''Guerra ao terror'' e ''não para um filme de US$ 500 milhões'', uma alusão óbvia ao arrasa-quarteirão ''Avatar'', que também está indicado a melhor filme.

Outros e-mails posteriores, publicados pelo jornal "Los Angeles Times", mostravam Chartier pedindo aos votantes do Oscar que coloquem ''Guerra ao terror'' na primeira posição e ''Avatar'' no décimo lugar na lista dos 10 melhores filmes do ano.
Chartier se desculpou mais tarde em outro e-mail: ''Minha ingenuidade, ignorância e simples estupidez como indicado de primeira viagem não é uma desculpa para este tipo de comportamento e me arrependo profundamente'', escreveu o produtor.

''Guerra ao terror'' e ''Avatar'' mantêm uma dura competição pelos principais prêmios cinematográficos e encabeçam a disputa pelo Oscar com nove indicações cada um.


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