Breves comentários sobre o Oscar 2010

Mais uma cerimônia do Oscar terminou. Carregada de piadinhas (sem graça!) no estilo americano e transbordando glamour, mas também mau gosto, o Oscar só não se tornou entendiante porque eu estava, ao mesmo tempo, interagindo online sobre a premiação (chats, videoconferências). As intervenções artísticas com músicas e danças ao longo da programação também colaboraram com o desenvolvimento das premiações.
          A cerimônia  foi transmitida pela Globo na TV aberta (além dos canais pago) logo após o BBB não sei que número de edição, com mais de 2 horas de atraso. Além disso, José Wilker, responsável pelos comentários, largou ao vivo deduções sobre o cinema que comprovaram sua total incompetência para realizar este papel. Passados esses breves comentários gerais, vamos ao que interessa.

Apostas erradas que realizei:

 Melhor Filme Estrangeiro: ganhou "O Segredo dos Seus Olhos" (Argentina), e não "A Fita Branca. Essa foi por não ter assistido aos filmes. Um tiro no escuro!

Melhor Fotografia: venceu "Avatar" como eu desejava, embora achasse que a academia presentearia "Guerra ao Terror".

Melhor mixagem e edição de som: realmente, "Guerra ao Terror" furtou mais prêmios do que eu esperava de "Avatar", ganhando nessas duas categorias.

Melhor Roteiro Adaptado: "Preciosa" surpreendeu ao retirar o favoritismo do prêmio depositado em "Amor Sem Escalas". Até que gostei da surpresa!

Melhor Roteiro Original: e novamente "Guerra ao Terror" passa na frente da obra de Tarantino e leva para sua coleção mais uma estatueta.

          O Oscar, portanto, confirmou que "Guerra ao Terror" foi a grande sensação do ano de 2009 desde a "descoberta" do filme até a febre dos críticos em clássificá-lo como o mais novo "Apocalipse Now". Por fim, se consagrou com os prêmios conquistados no Oscar (6 estátuas!), deixando "Avatar" com apenas 3 conquistas.

          Minha opinião sobre The Hurt Locker, o preferido do Oscar: um filme bom? Sim e nada além disso. Uma boa diretora? Sim, e a primeira mulher a conquistar o prêmio nesta categoria, o que politicamente é um avanço para o gênero e um marco na história. Uma supervalorização? Com toda certeza, fazendo-me pensar nas causas desta preferência quase unânime.
          Como resposta, tenho o grande efeito da massa midiática e a influência de uma opinião ser alicerce para outra, confirmando que muitos críticos tem medo de criticar! Além disso, não excluiria a possibilidade de influência política/financeira para alavancar esta obra. A mesma camufla a Guerra no Iraque, suprimindo toda e qualquer discussão política que possa ser feita a respeito do filme.
          OK! O filme tem como foco o indivíduo soldado viciado em adrenalina e vítima da própria condição. Mas, por que colocar esse indivíduo que se quer retratar propositalmente no Iraque? E por que neste momento? O filme falha em focalizar o soldado e seu inconsciente justo em uma realidade como a que se passa naquela região, sendo que os insurgentes tem todo o direito de se rebelar, pois a guerra destruiu sua nação! Além disso, a maioria dos civis mortos no Iraque são por ADMs (armas de destruição em massa) dos americanos, e não por ataques dos insurgentes.
          Tudo bem com o propósito do filme, mas que esse não mascare uma guerra desigual e corrupta que persiste por mais de seis anos! Este conflito afeta o mundo inteiro e está acontecendo neste momento, enquanto os ganhadores do Oscar comemoram suas conquistas...


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